Lista | Melhores Séries e Filmes de Zumbi

Com a volta de The Walking Dead para a sua quarta temporada, após o terrível e decepcionante fim da terceira, e por conta da moda zumbi que continua forte, influenciando todo tipo de público e várias mídias, chegou a hora do Zona Crítica fazer sua lista com as Melhores Séries e Filmes de Zumbi, ou quase isso, já que nem todos citados abaixo serão propriamente zumbis, mas vamos ao que interessa:

Todo Mundo Quase Morto
(por Márcio Andrade)

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A fleuma britânica dá todo o ar da graça nesta “comédia romântica com zumbis” protagonizada pela dupla Simon Pegg e Nick Frost, e dirigida por Edgar Wright. A apatia da ordenada e repetitiva vida de Shaun e Ed, típicos crianções nerds, e dos cidadãos de Winchester, revela-se quando o ataque zumbi acontece e ninguém percebe. Genial.

Extermínio
(por Rick Monteiro)

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Foi uma das minhas experiências mais assustadoras dentro de uma sala de Cinema. Tudo funciona para que a sensação de desolamento e desespero lhe atinja. Dirigido por Danny Boyle, que já retratou uma diferente espécie de zumbis – os viciados em Trainspotting -, o cineasta britânico aposta na granulação dos primórdios das câmeras digitais, mas que mesmo com a limitação técnica, consegue transmitir essa sujeira de um mundo pós-apocaliptico. A sua presença na lista teria todo sentido por sua estética e conteúdo, mas ela se tornou imprescindível porque foi daqui que vieram os nossos queridos corredores.

Zumbi Branco
(por Rodrigo Rigaud)

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Nada melhor do que testemunhar o surgimento dos lendários zumbis no mundo da sétima arte. Para isso, sejamos redimensionados à década de 30, na qual o George A. Romero não havia nem nascido ainda. A estrela? Ele, que está na raiz de quase todos os monstrengos clássicos do cinema: Bela Lugosi. A produção é irregular. A narrativa possui percalços que tiram a intensidade de personagens principais, como o do próprio Lugosi. Mas o fato de “Madelaine” representar a primeira transformação em zumbi das telonas mostra o quanto evoluímos na conceituação dessa fábula, mas também testifica que, mesmo em meio a um cinema completamente voltado ao entretenimento, na fábrica de monstros da Universal a figura do zumbi já representava uma conceituação social, uma espécie de metáfora à lacuna existente entre as classes (espécimes) humanas da sociedade americana. Mas Zumbi Branco é limitado em vários aspectos, desde direção à maquiagem, e uma narrativa não tão eficaz, devendo ser visto, principalmente, como registro histórico de como tudo começou, percebendo nuances da relação entre Lugosi e Bellamy que futuramente seriam retomados em outros filmes de zumbi e até parodiados em obras como Meu Namorado é um Zumbi.

Juan dos Mortos
(por Anderson Botelho)

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Juan dos Mortos é um filme cubano-espanhol de 2011 que mistura comédia e terror. Nele, Havana vive uma espécie de apocalipse zumbi, e Juan, um Macunaíma à cubana, reúne seus amigos para montar uma firma especializada em matar zumbis. Suas personagens são carismáticas e muito naturais. São todos anti-heróis, que tomam decisões nem sempre muito legais, mas salvam suas peles. A obra é lotada de referências ao regime cubano, com críticas pertinentes ao status quo cubano, pautadas nos temas liberdade e individualidade.

Madrugada dos Mortos
(por Caio Vianna)

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Falo aqui do filme de 2004 dirigido por Zack Snyder (até porque não vi a obra original).

Quando ainda estava em começo de carreira e não tinha se auto-intitulado um cineasta visionário, ou seja, estava mais contido, sóbrio e sem muitas firulas, como as vistas em Homem de Aço, por exemplo, Snyder conseguiu reacender, junto com Extermínio, a febre pelas criaturas mortas-vivas, compondo um filme direto, sem meios termos, e que explorava a natureza humana, o consumismo e a devastação que uma epidemia assim poderia causar.

[REC]
(por Márcio Andrade)

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O found footage já estava começando a tomar conta do universo de terror quando chegou esta pérola do terror espanhol, em que uma repórter de TV precisa fazer uma matéria cotidiana sobre a rotina dos bombeiros. Quando eles recebem uma chamada para acontecimentos estranhos em um prédio, ninguém esperava encontrar uma senhora zumbi iniciando os ataques, gerando uma onda de carnificina geral. Mesmo que a sucessão rápida de eventos torne a narrativa menos “natural” do que a lentidão que tornou o real mais verossímil como em A Bruxa de Blair, por exemplo, [REC] cria um clima tão claustrofóbico que se torna difícil encarar uma casa vazia sem temer por algum comedor de cérebros à espreita.

Dead Set
(por Rick Monteiro)

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É uma excelente série britânica de apenas cinco episódios, e o que torna interessante e assustador é onde se passa a história: dentro do reality show Big Brother. Os acontecimentos vão ocorrendo, a epidemia vai se espalhando, enquanto isso os integrantes do programa ficam alheios a situação do mundo real; até coisas básicas como comida são deixadas de serem entregues na casa. Uma analogia muito bem construída e que ainda consegue ser aterrorizadora.

“Vem pra fora ser comida, querida!”

Fome Animal
(por Rodrigo Rigaud)

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Esqueça o Peter Jackson de O Senhor dos Anéis e companhia limitada. Exatamente em 1992 o diretor trazia ao mundo um dos filmes de zumbi mais divertidos da história do cinema. Fome Animal é uma verdadeira zoação dos rituais de passagem da juventude à idade adulta. A mãe zumbi, interpretada brilhantemente por Elizabeth Moody, representa todas as mães possessivas e dominadores que não conseguem aceitar a ideia de abrirem mão dos filhos e entregá-los ao mundo, ao amor, à vida. Lionel é a mimetização do adolescente apaixonado e alienado por sua mãe e capaz de fazer tudo por ela. Peter consegue fazer um filme que atinge o perfeito equilíbrio entre o hilário e o nojento, ao olhar de seu público. Quando vemos Vera ser atacada pelo Macaco Rato de Sumatra, responsável pela disseminação da praga zumbi,  é justamente esse sentimento dualístico que é impetrado na narrativa. E assim ela segue até o seu final. Além disso, a obra deixou ao cinema cenas clássicas como a que dois zumbis se apaixonam e tentam de todas as formas fazer amor, numa paixão “cheia de vida”, órgãos decepados e gosma caindo pelo chão, num trabalho cheio de detalhes da equipe de efeitos especiais. Penetrando no gênero terrir, Peter Jackson constrói um dos melhores filmes de zumbi de todos os tempos, conseguindo enojar e fazer rir, sem muito esforço narrativo, contando apenas com interpretações honestas e uma equipe técnica de qualidade.

A Noite dos Mortos-Vivos
(por Anderson Botelho)

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Tudo começa numa visita ao cemitério, e acaba numa viagem ao inferno quando os mortos se levantam da terra. Com o olhar atual, você pode estranhar o formato do horror de A Noite dos Mortos-Vivos. Mas não tenha dúvidas de que assisti-lo em 1968 representou uma mudança radical na produção do gênero. Há claros traços de genialidade na primeira obra de George A. Romero: a confusão entre o que mais representa o perigo entre os zumbis e os ocupantes da casa protegida, a alteração psicológica dos personagens, a inovação dos efeitos especiais, o suspense baseado na entrega de pequenas pistas, o uso eficaz da sombra, e o protagonismo heroico entregue a um ator negro.

Eu Sou a Lenda
(por Caio Vianna)

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E para encerrar a lista, nada melhor que uma polêmica indicação. Já ouço Rick Monteiro dizendo: “Não são zumbis! São vampiros. Vaaaampiros!”. Sim, Rick, assim como você, eu li o livro e sei que são vampiros, mas nesta adaptação cinematográfica, muito diferente da obra literária, o que há é, de fato, uma adaptação, onde as criaturas diferem bastantes das presenciadas no texto, e aqui não se deixa clara sua real natureza. É evidente que o excesso de CGI estragou um pouco a experiência, mas com Will Smith no comando, Eu Sou a Lenda conseguiu ser um filme fantástico, de um personagem só, ao mostrar o isolamento do ser humano e as consequências disto, além de desenvolver uma tocante relação entre homem e animal, que culminou numa das cenas mais emocionantes do cinema.

Conhece outros filmes ou séries do gênero que deveriam estar aqui? Deixe nos comentários abaixo antes que o mundo seja infectado.

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3 Readers Commented

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  1. josimar on 25 de outubro de 2013

    A parte que mais gostei foi onde o cão morreu. Bem feito quem manda ser otário!
    E Caio não entendeu ainda a diferença entre zumbis, vampiros e pessoas normais: Zumbis comem; Vampiros chupam e pessoas normais fazem os dois quase que ao mesmo tempo.

  2. Ijanduy on 9 de dezembro de 2013

    Afinal … Rec é bom ou ruim ???

    • Caio Vianna on 9 de dezembro de 2013

      Acho que tem um título lá em cima do post que diz “Lista | Melhores Séries e Filmes de Zumbi”.

      Abraços.

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